quarta-feira, 28 de maio de 2014

Respingos de causalidade

Viver com as sobras da causalidade, sem conhecer-se realmente, sem conhecer seu próprio potencial e sem saber onde quer ou pode chegar. Contentar-se em suportar a vida, sem grandes metas, sem grandes planos, sem grande fascino por ela. Contentar-se com aparências, com futilidades, com pequenas coincidências que parecem indicar um caminho. Contentar-se com conversas pequenas, com almas pequenas. Abraçar o destino e suas causas, arrastando sua habilidade de criar oportunidades para o buraco. Não ter ideia de que as oportunidades são criadas por você e não são alheias a você. Quem um dia já penetrou na causalidade e mergulhou em seu denso oceano jamais se contentará com seus respingos.

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