Nossas inquietações, ou problemas, distribuem-se como se numa pilha,
a qual sempre está um passo a nossa frente. Quanto maior a inquietação
sobre o prisma de nossas percepções, mais alta é sua posição no topo da
pilha que, com certa frequência, é redesenhada dando prioridade a
inquietações mais significativas de acordo com o momento em que vivemos.
Por mais que minha pilha pareça pequena aos olhos do outro ou mesmo a
pilha do outro me pareça pequena e pouco nobre, cada um só tem a sua
própria pilha como medida, pois é a única coisa que sentimos na pele. O
meu maior problema, mesmo que insignificante para muitos, é a pedra no
sapato que me faz mancar.
Agora, cabe a mim distinguir, separar e
dar a importância necessária as minhas inquietações, descobrir as
verdades e mitos que compõem a essência de cada uma, dar o espaço para
que elas cresçam ou sufoca-las diante da descoberta de suas verdades, suas inverdades, significâncias e insignificâncias.
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