Sem pontos finais cada novo
capitulo torna-se desnecessariamente confuso, cercado de expectativas,
de poréns, vindos do capitulo anterior. Pontos finais devem ser
estabelecidos para que a história fique mais leve, separando claramente
suas decisões, as decisões alheias e as decisões pela causalidades.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Lirirsmo #14
Desejos, desejos e mais desejos
Desejo de ter, desejo de ser;
Desejo ter tudo em um único olhar e, ao mesmo tempo, que meu nada seja tudo para esse olhar;
Desejo ser o êxtase, e a assim como uma poderosa droga, penetrar na mais intima fantasia;
Desejo ser o êxtase, e a assim como uma poderosa droga, penetrar na mais intima fantasia;
Desejo
o prazer animal, aquele que distancia-me da realidade racional e
entrega-me a realidade desejada, forjada pela vontade da natureza;
Desejo o céu e a terra, nada menos me parece justo;
Desejo apreciar o mel, mesmo sem jamais conhecer o gosto do fel;
Desejo chegar ao ápice do prazer e lá luxuriosamente permanecer;
Desejo de ter, desejo de ser;
Realidade
Culpar seja quem for seja o que for, não mudará minha realidade, apenas anestesiará brevemente minhas dores.
Dia cinza
Quem tem o poder de transformar seus duas cinzas em lindos dias de sol, tem igual poder de transformar belos dias ensolarados em sombrios dias cinzentos.. mesmo que em pensamento ou sonho.
..
O amor não idealizado não é amor.
Desejo o céu e a terra, nada menos me parece justo;
Desejo apreciar o mel, mesmo sem jamais conhecer o gosto do fel;
Desejo chegar ao ápice do prazer e lá luxuriosamente permanecer;
Desejo de ter, desejo de ser;
Realidade
Culpar seja quem for seja o que for, não mudará minha realidade, apenas anestesiará brevemente minhas dores.
Dia cinza
Quem tem o poder de transformar seus duas cinzas em lindos dias de sol, tem igual poder de transformar belos dias ensolarados em sombrios dias cinzentos.. mesmo que em pensamento ou sonho.
..
O amor não idealizado não é amor.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Lirismo #12 - Sombras
As sombras de um amor podem
perdurar enquanto os raios de outro não brilharem o suficiente para
esconder-lhe sua idealização, ofuscando com isso sua forjada beleza.
Discussão pela discussão
É
frustrante pensar que a verdade que em nós habita, nossa verdade, aquelas nascidas de
nossas conclusões, analises e observações do mundo, habitem somente
dentro de nós, sem chances de serem libertas ou compartilhadas com o
mundo. Ora, de que serve uma verdade se não para ser posta em prova em
uma discussão pelo simples prazer da discussão?
Moralidade e desejo
Enquanto
o senso de moralidade precisa de reflexão, observação e ponderação, o
desejo simplesmente está ali, sustentando cada construção de pensamento,
impelindo a alma para longe do seu próprio senso de moralidade
esculpido com o tempo. As duas
coisas parecem distintas, parecem não pertencerem ao mesmo ser, sendo
que um parece-nos certo, parece-nos a solução para
um bem viver, enquanto o outro nos parece o próprio bem viver em cada
situação onde se apresenta, mesmo que esta vá na contramão da nossa
moralidade.
Verdades cruas
Viva de aparências se for capaz. Abdique-se da verdade em nome das relações. Ou melhor! Relacione-se com a mentira! A verdade tem um alto custo, tornando-nos horas carrasco, horas ingrato e horas fraco, isso depende dos ouvidos que a escutam. Em nome da boa relação?! Minha verdade proclamada poucas vezes é a mesma verdade ouvida e digerida (pelo sistema digestivo da crença é claro). "Boas relações" são sustentadas por pequenas mentiras, elas não suportam a verdade crua, a banal verdade. "Boas relações" não significam relações verdadeiras. Para quem o sentimento não usa mascaras, a verdade não trás tantos louros como proclamam muitos por ai. Se nem pequenas emoções consigo eu esconder, disfarçar, ignorar.. o que farei com o resto?
Lembranças persistentes
Sua lembrança já hoje desvanecida, menos vívida e menos leve do que foi outrora, em meio a vontades, desejos e distância - distância essa da alma é claro, que é de longe mais intransponível e cruel que a do plano físico -, é o retrato do devaneio, da perfeição não cabível na realidade, aquela da imaginação, da expectativa amarga da realização infielmente perseguida. O amor involuntariamente morre, ou do nosso meio é arrancado, ele não sabe esperar e vagueia em meio a confusão, tornando-a ainda mais confusa. A espera do amor é a ilusão da autopiedade, a ilusão do amanhã colorido, da esperança que destrói o momento. Depois de morto ele, o amor, pode apenas renascer com toda sua beleza, todo seu frescor, toda sua leveza, não pode ser retomado de onde parou. Caso não renasça e não tenha um substituto a altura, seus restos mortais (a incomoda lembrança da felicidade que passou, da leveza de outrora), serão usados como combustível por uma cega insatisfação que insiste em não aceitar o fim.
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