quarta-feira, 28 de maio de 2014

Lirismo #7 - Arrependimentos

Relativo arrependimento! relativo a que? já não mais lembro eu..
Se lembro.. talvez não queira acreditar.. recusando-me a aceitar tamanha distorção..
Culpa do medo, da liberdade ou da busca pela felicidade?
Certamente cada um tem sua parcela de culpa..
Vez que outra, furtam-me o que de mais precioso tenho: O agora!
Vez que muitas, convido-lhes para entrarem e delicio-me com seu doce veneno..
Vez que sempre, lhes expulso com fogo nos olhos..
Vez que sinto, com água nos olhos imploro para que fiquem..
São tão certos quanto certeza, e como tal, melhor não mastigar..
Nada oferecem além de dúvidas, cada uma parecendo tão certeira quanto a morte, ao menos quando lhes convém..
Quem sabe talvez.. uma hora talvez, o medo sussurre, e a feliz liberdade transcreva minha verdade menos mentirosa.. e quem sabe, quem sabe talvez, por ser porta voz eu mesmo, eu não acredite em mim mesmo, outra vez..
Ora, como confiar em tamanha confusão?

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