sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Doses perigosas de vida

Um dos maiores sofrimentos do homem é gerado pela incapacidade em contentar-se com menos do que outrora já foi seu. 

A vida oferece uma infinidade de sensações, sentimentos e prazeres. Uma vez que um desses se mostra a beira da perfeição diante de nossas lembranças, que nem sempre são confiáveis, estabelecemos uma nova meta, um novo padrão de satisfação, muito difícil de ser ignorado e alcançado, pois como bem sabemos, nossa visão do passado se dá através de lentes que focam apenas no melhor do melhor. A partir disso, vivemos em busca dessa satisfação já vivida em outros tempos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Somos natureza

Se somos natureza, o que esperar da natureza?

Violentas tempestades, terríveis terremotos, tantos outros "desastres" naturais. Mas também sublimes espetáculos, beleza, poesia, cores e perfeitas imperfeições. Por sermos natureza, podemos esperar de nós mesmos um fluxo ininterrupto de incertezas e mudanças, tempestades e calmaria, espetáculos, destruição e criação. Cada qual constrói seu mundo com tal resistência capaz de suportar suas próprias mudanças climáticas. Assim sendo, saiba com quem você compartilha o seu mundo, pois o estrago pode ser grande para quem tem a menor resistência.

O que queremos

Ao que me parece, o que todos procuram em um relacionamento é alguém capaz de rir de suas piadas sem graça, ouvir com atenção seus problemas cotidianos sem importância ou compartilhar suas casualidades, que aprecie sua companhia no silêncio e queira compartilhar esse silêncio, alguém que possa ouvir aquela musica espetacular ou ler aquele texto genial que você se excitou ao descobrir ou relembrar. A companhia, a conversa, a atenção e o silêncio são tudo o que procuramos, todo o resto é demasiado querer desnecessário. Um relacionamento interessante e prazeroso está mais próximo de uma amizade do que de uma paixão incandescente.

Demasiada convivência

A convivência ativa em sociedade, ou seja, o contato com muitas pessoas ligeiramente conhecidas ou desconhecidas é a maneira mais eficaz para contaminarmos nossos objetivos, atitudes e caráter. Vivemos em uma sociedade que cultiva valores duvidosos, e baseados nesses valores são criados novos valores, diferentes para cada pessoa, com isso, ao cruzarmos superficialmente com esses valores,  nossa percepção sobre nossos próprios valores e objetivos são prejudicados e postos em dúvida. O modelo capitalista e consumista que domina o mundo é o fermento que faz crescer nosso egoísmo e vaidade, onde temos como meta a ostentação  servindo de vitrine para os olhos da sociedade, onde quem exibe mais é melhor.
Por que a sociedade alimenta a ostentação? Aos olhos do ostentador ela é um trunfo diante dos "piores", destaca-o da multidão, a inveja alheia infla seu ego e sua vaidade. Aos olhos do consumismo, ela é uma vitrine que desencadeia o desejo consumista do desprovido. Aos olhos do desprovido, ela é a contestação da sua inferioridade diante da sociedade.

Lembremo-nos que quanto menos possuímos, menos somos possuídos. Não aprendemos isso na escola e muito menos na televisão.

Tragédia da vida

A maior tragédia da vida é perceber a importância das coisas depois que você perde. Isso é tão forte que com frequência acontece com a própria vida.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sobre a culpa

A culpa é um forte elo com o passado onde a ideia da mudança dos fatos, outrora vividos, tornam-se a possibilidade de um presente melhor.

Quantos mundos

Quantos mundos já desvaneceram-se diante dos teus olhos? E quantos tantos outros já regozijaram-se diante deles? Quantos mundos já sumiram e foram esquecidos da tua vida?  E quantos tantos outros já surgiram e tornaram-se parte da tua realidade? Quantas vezes, em um segundo, o que não parecia ser era, e o que parecia ser não era?  E quantas tantas outras vezes tuas verdades e certezas foram abaladas com um único questionamento? Quantas vezes uma palavra, um gesto, um acontecimento tornaram obscura e triste tua realidade e tornaram-te prisioneiro dela? E quantas tantas outras vezes, outros gestos, palavras e acontecimentos trouxeram luz e alegria para tua escuridão trazendo consigo paz e liberdade?

Certezas relativas, verdades situacionais, constâncias transitórias.. isso é a vida, uma fera sem controle, sem rumo, em busca do que nem ela sabe, presa por cordas invisíveis, vulgo regras, que vão contra sua própria natureza.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Sobre nossas impressões do mudo

Todos nossos julgamentos, impressões, entendimentos e "deveres" sobre e para com o mundo estão intimamente ligados a nossas vontades e sentimentos. Logo, para mudarmos  a impressão que achamos que o mundo tem sobre nós, temos que mudar a nossa impressão sobre o mundo e nossa impressão sobre nós mesmos em relação ao mundo. Essa tarefa não é fácil, já que nosso querer e nossa vontade de poder, apesar de poderem ser "controlados", não podem ser extirpadas por completo de nossos pensamentos, porém ao tomarmos consciência dessas "verdades" podemos amenizar nosso sofrimento diante das "sacanagens da vida". Acredito que no momento em que o que sentimos, queremos e fazemos estão em sintonia tudo se torna possível, e não há nada de mágico ou uma ação de forças superiores agindo a nosso favor, mas sim, passamos a ter uma visão do mundo voltada a nosso querer entrando em contato com nossas ações, tornando muitas coisas até então impossíveis, possíveis. Analisando a vida a distância, ela é muito mais simples do que pensamos, porém, os sentimentos embaralham nossa visão a cada escolha e nosso instinto, demasiado humano, não nos permite ter controle sobre nossa própria vontade.