quinta-feira, 8 de maio de 2014

Compreensão ou especulação?

A pessoa correta faz o que está de comum acordo entre sua vontade e sua moral, não permitindo que haja discrepâncias relevantes entre suas atitudes e seus pensamentos. Porém é um erro dessa pessoa, ou nosso, pensar que os outros tentarão, ou mesmo deverão, decifrar essas atitudes procurando seus motivos mais verdadeiros e/ou até mesmo mais nobres. Todos interpretarão usando suas próprias crenças pessoais e percepções criadas com base em quem toma tal atitude, livres de qualquer obrigação de compreende-la em sua totalidade. É fácil julgar sem sair da zona de conforto, seguro nos próprios pensamentos, nas próprias crenças, na própria moral. Difícil é colocar-se no no lugar do outro, tentando entender a nuance dos pensamentos entrelaçados nas atitudes, isso requer esforço, dedicação, coragem e por fim, mas não menos importante, a capacidade de analise desinteressada, manter-se a certa distância de suas crenças pessoais no processo de tal analise. Se você não espera compreensão não se decepcionará quando não for compreendido. Quem de fato pode ser compreendido? Quem de fato pode compreender o que leva uma pessoa a fazer o que faz e como faz? Nossa compreensão dos outros me parece não passar de especulação, onde cada um é dono de de certa verdade, e em posse dessa verdade, sai por ai batendo seu (nosso) "martelo" de julgamentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário