A pessoa correta faz o que está de
comum acordo entre sua vontade e sua moral, não permitindo que haja discrepâncias relevantes entre suas atitudes e seus pensamentos. Porém é um
erro dessa pessoa, ou nosso, pensar que os outros tentarão, ou mesmo
deverão, decifrar essas atitudes procurando seus motivos mais
verdadeiros e/ou até mesmo mais nobres. Todos interpretarão usando suas
próprias crenças pessoais e percepções criadas com base em quem toma tal
atitude, livres de qualquer obrigação de compreende-la em sua
totalidade. É fácil julgar sem sair da zona de conforto, seguro nos
próprios pensamentos, nas próprias crenças, na própria moral. Difícil é
colocar-se no no lugar do outro, tentando entender a nuance dos
pensamentos entrelaçados nas atitudes, isso requer esforço, dedicação,
coragem e por fim, mas não menos importante, a capacidade de analise
desinteressada, manter-se a certa distância de suas crenças pessoais no
processo de tal analise. Se você não espera compreensão não se
decepcionará quando não for compreendido. Quem de fato pode ser
compreendido? Quem de fato pode compreender o que leva uma pessoa a
fazer o que faz e como faz? Nossa compreensão dos outros me parece não
passar de especulação, onde cada um é dono de de certa verdade, e em
posse dessa verdade, sai por ai batendo seu (nosso) "martelo" de
julgamentos.
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