A verdade é que nunca mais te encontrei.
Mesmo te procurando em outros rostos, outros olhares, outras bocas, outros beijos, outros corpos.. mesmo vasculhando cada gesto, cada palavra, cada sensação, cada nuance de sentimento;
A verdade é que temo nunca mais te encontrar, nem mesmo em você mesma;
A verdade é que te reinventei tornando-te meu lar.. tornando-te minha esperança.. a realização do meu sonho.. o porto seguro da minha dúvida.. o abrigo do meu desamparo..
Se o amor não existe, por que existirá uma vontade tão poderosa? uma atração tão contundente? uma força que move meu querer.. meu espirito.. Terá razão Aristófanes quando disse que uma metade me falta? Que somos apenas metade a procura da completude?
Já faz muito tempo.. tanto tempo exilado, tanto tempo escondido.. tanto tempo mas não o bastante.. não para ofuscar teu sorriso fácil, doce e lindo.. tua contagiante alegria com gosto de ontem. Tanta água já passou por esse rio.. mas teu perfume continua vivo, intenso, insuportavelmente tentador.. quanta tolice.
Hoje, como em incontáveis vezes, te encontrei num bilhete velho, simples, banal, uma bobagem assinada te amo.
Hoje te encontrei naquela música que me lembra você.. e são tantas, e são tão belas, e são tão fáceis.. que sempre me brindam.
Hoje te encontrei num sonho bom, onde a realidade era quase a mesma de agora, exceto uma vírgula substituindo um ponto... ah, que virgula bem vinda, como é bom acordar com o teu gosto..
Hoje te encontrei nessas palavras.. nesse texto.. no meu pensamento.. nesses versos tortos que mexem apenas comigo.. que fazem sentidos apenas na minha cabeça, diante das minhas lembranças e circunstâncias.. na liberdade de expressar-me sem um alvo definido, sem entregar a verdade para quem lê, se é que alguém lerá!
E você quem é? é real ou um devaneio, fruto do meu exílio?
A verdade é que temo nunca mais te encontrar, nem mesmo em você mesma;
A verdade é que te reinventei tornando-te meu lar.. tornando-te minha esperança.. a realização do meu sonho.. o porto seguro da minha dúvida.. o abrigo do meu desamparo..
Se o amor não existe, por que existirá uma vontade tão poderosa? uma atração tão contundente? uma força que move meu querer.. meu espirito.. Terá razão Aristófanes quando disse que uma metade me falta? Que somos apenas metade a procura da completude?
Já faz muito tempo.. tanto tempo exilado, tanto tempo escondido.. tanto tempo mas não o bastante.. não para ofuscar teu sorriso fácil, doce e lindo.. tua contagiante alegria com gosto de ontem. Tanta água já passou por esse rio.. mas teu perfume continua vivo, intenso, insuportavelmente tentador.. quanta tolice.
Hoje, como em incontáveis vezes, te encontrei num bilhete velho, simples, banal, uma bobagem assinada te amo.
Hoje te encontrei naquela música que me lembra você.. e são tantas, e são tão belas, e são tão fáceis.. que sempre me brindam.
Hoje te encontrei num sonho bom, onde a realidade era quase a mesma de agora, exceto uma vírgula substituindo um ponto... ah, que virgula bem vinda, como é bom acordar com o teu gosto..
Hoje te encontrei nessas palavras.. nesse texto.. no meu pensamento.. nesses versos tortos que mexem apenas comigo.. que fazem sentidos apenas na minha cabeça, diante das minhas lembranças e circunstâncias.. na liberdade de expressar-me sem um alvo definido, sem entregar a verdade para quem lê, se é que alguém lerá!
E você quem é? é real ou um devaneio, fruto do meu exílio?