As verdades, julgamentos ou simplesmente percepções de outrem acerca de
nossa pessoa tornam-se uma afronta contra nossa moral, autoestima e/ou
vaidade no momento em que essas "verdades" vem ao encontro de nossas verdades pessoais mais ocultas e são
reconhecidas como certezas por elas, aquelas que tentamos esconder de nós mesmos, aquelas que, envergonhadas,
nunca saem a luz. Como se colocando o dedo em uma dolorosa ferida, a
qual escondidos e solitários, cuidamos a muito tempo para que ninguém as
veja ou sequer desconfie de sua existência. Se há intenção ou não de
ferir, isso já não mais importa, ao sentir a carne cortada e todo nosso
esquema de segurança e de autopreservação desmantelado. Isso provoca
reações exageradas, quase sempre incompreensíveis aos envolvidos no
julgamento, que não tem a mínima noção da profundidade das crenças e
dores por eles fustigadas.
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