segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Nossas relações

Vivemos em um tempo onde as perdas são escondidas, não podem ser sentidas intensamente pois se escondem atrás de uma "superação obrigatória", onde todos devem ser cada vez melhores, querem cada vez mais superar tudo o mais rápido e nada pode ofuscar a busca pela felicidade completa. A tristeza ou a solidão não pode ser degustada (isso mesmo, degustada!), pois você pode ser considerado depressivo, e certamente precisará de tratamento e remédios que te levam a uma não realidade. Nas redes sociais, sua vida deve ser perfeita, sem dores, sem dúvidas e sem humanidade. Vivemos na geração que esconde a crise da falta de relações humanas criando mais falsas relações. A geração que tenta viver um mundo livre tão sonhado e vislumbrado na década de 60 e 70, porém sem drogas, sem poder esconder-se da realidade por meios licito, pois apesar de banais, as drogas hoje são as causadoras de todo o mal (isso enquanto não gerarem imposto). Como mérito do esforço, fortalecemos o monstro do capitalismo e consumismo, capazes de esconder nossos vazios e verdades atrás de bens materiais e/ou cargos profissionais. Criamos as redes sociais, escondendo nossa incapacidade nas relações humanas, normalmente complexas e cheias de autos e baixos, atrás de relações virtuais, sem muitos compromissos, liberais, sem profundidade, totalmente flutuantes e sem graça.

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