terça-feira, 28 de maio de 2013

Bons tempos


Bons tempos aqueles, onde o objetivo principal era a brincadeira e a diversão, onde não nos preocupávamos com horários ou com os estereótipos da sociedade. Um tempo onde éramos o centro de um universo simples, perfeito e acolhedor. Sim, nós todos tivemos esse tempo, um tempo onde facilmente nos esquecíamos de brigas, magoas e não tínhamos ressentimentos, onde não alimentávamos pensamentos e emoções negativas, apenas queríamos viver o momento, onde as coisas mais simples nos deixavam realmente satisfeitos.

Feliz é quem cresce e consegue conservar uma boa parte dessa "filosofia" de vida, mas o problema é que a maioria de nós se esquece de como viver assim, quando a tal da responsabilidade imposta pela vida bate a porta começamos a pensar de mais nas coisas, nos preocupamos de mais com o que os outros pensam ou fazem, temos que correr contra o relógio para garantir um "bom" futuro e deixamos de viver o hoje pensando em viver um futuro que nunca chega de fato.

Quando pensamos de mais, nos preocupamos, planejamos, geramos expectativas desnecessárias, muitas vezes irreais, e consequentemente, nos frustramos, e com isso, cada vez mais nos distanciamos do que realmente importa, nos distanciamos daquela criança sem malícia e preocupações, esquecemos que temos o controle da nossa própria vida, que somos o centro de nosso universo, que esse universo particular de cada um, por mais habitado de coadjuvantes que seja, tem apenas um ator principal.

Muitas vezes por não nos acharmos bons atores, nos subestimamos e inutilmente tentamos colocar outros atores nesse papel principal, e passamos a ver nossa vida através de uma janela, acompanhando como espectadores, sem controle, infelizes e desperdiçando o tempo precioso que nos resta, sem entender que nosso universo particular só será perfeito quando assumirmos que no fim, os créditos do show serão nossos independentemente de um espetáculo bom ou ruim, longo ou curto, que no fim quem deve ficar feliz e orgulhoso com tudo que foi vivido, somos nós mesmos.

Para finalizar, vamos nos fazer a seguinte pergunta para refletir:

A criança que você foi se orgulharia da pessoa que você é hoje?





6 comentários:

  1. Hoje não somos mais crianças, e junto com a pureza da infância, foi embora também a facilidade de agir de acordo com nossas vontades... Nos preocupamos mais com o que a sociedade "exige"" de nós e muito pouco com o que devemos dar para nós... :)

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    1. O que nos falta é a espontaneidade e sinceridade em nossas relações, e isso se dá pelo medo da rejeição e abandono. Essas virtudes presentes em nós quando crianças são bem vistas nesse fase, mas quando adultos parecem coisas ameaçadoras e instáveis pois revelam que não podemos controlar nossos sentimentos, e muito menos o sentimento dos outros. E como somos criados para ter "controle" das situações, nos provamos dessas virtudes.

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    2. Nossa, faz sentido. O medo de perder o controle da situação faz com que deixemos de lado toda a nossa espontaneidade. E aí, vivemos de forma superficial...

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  2. Boas palavras. Se sentimentos já são complicados, imagina tentar entendê-los!!

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    1. Isso sempre será uma incógnita, sem respostas absolutas e sem perguntas fixas.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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